Em qual horário a energia é mais barata

Em qual horário a energia é mais barata? Como funciona?

A conta de energia está ficando cada dia mais cara, não é mesmo?! Você sabe em qual horário a energia é mais barata?

Alguns dos motivos para esse aumento constante são os horários de ponta, aumento dos impostos, ineficiência da geração de energia e a inflação.

Se você procura maneiras de reduzir a energia na sua empresa, mas ainda possui algumas dúvidas, reunimos um conteúdo especial pra você saber como modelo de cobrança funciona, as cores das bandeiras, horários de pico, em qual horário a energia é mais barata e como funcionam os novos sistemas tarifários. Continue sua leitura com a gente!

Tipos de bandeiras e como funcionam

A Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica coordena o sistema de tarifação da energia elétrica e as bandeiras tarifárias existentes dentro dele, que são determinadas conforme os custos para a produção de energia para cada mês. Por exemplo, o nível da água nas hidrelétricas é o primeiro fator analisado. Caso este recurso esteja escasso, são usadas as termelétricas, o que resulta num aumento de preço significativo da conta de energia do seu negócio. 

Pensando nisso, as concessionárias desenvolveram um sistema de horários de ponta. Funciona assim: nos horários em que a maioria da população está utilizando energia simultaneamente, é considerado o horário de pico, assim, os preços cobrados variam de acordo com a demanda de cada faixa.

Como o sistema funciona? É bem simples e intuitivo, na verdade. Existem 3 tipos de bandeiras. São elas:

 → Bandeira verde: Sinal positivo! Tudo ok, tudo certo!
Nessa bandeira, não existe reajuste no preço da sua conta. As condições de produção estão favoráveis. Este é o horário que a energia é mais barata

→ Bandeira Amarela: Atenção! Fique atento! Existe um pequeno reajuste aqui – um centavo para cada quilowatt-hora. Ou, R$1,00 para cada 100 kWh consumidos.

→ Bandeira Vermelha: Alerta! Não-favorável! Esta bandeira é divida em dois patamares:
Patamar 1 – reajuste aumenta para R$3,00 para cada 100 kWh consumidos.

Patamar 2 – R$5,00 para cada 100 kWh consumidos. É o maior aumento do sistema.

Esses números apresentados acima podem parecer pouca coisa, mas, quando aplicados em estabelecimentos que consomem muita energia, fazem muita diferença no fim das contas.

Tarifa Branca – O que é?

Já ouviu falar nessa tarifa que está dando o que falar? A tarifa branca é um programa que existe desde 2018 e reflete o uso da rede de distribuição de energia elétrica de acordo com o horário de consumo.

Com a tarifa branca, o consumidor que adotar hábitos de consumo de energia fora do horário de pico, poderá reduzir o valor da sua conta de luz.
Ela tem como objetivo incentivar a redução do custo de energia nos horários de grandes demandas, ou seja, nos horários de pico, e reduzir ou adiar investimentos no sistema elétrico. De acordo com a Aneel, com essa modalidade tarifária, é possível reduzir em até 20% a conta de energia.

A tarifa branca é composta por 3 faixas de cobrança de energia, veja:

  1. Fora de ponta: horário em que a energia é mais barata = conta de luz com valor mais baixo.
  2. Intermediária: horário de maior demanda = um hora antes e uma hora depois do período de ponta (ou horário de pico). Conta de luz com valor mais alto. Na Cemig, é das 16h às 17h e das 20h às 21h.
  3. Ponta: horário de maior demanda = composto por 3 horas diárias consecutivas, definidas pela distribuidora, com exceção aos sábados, domingos e feriados nacionais. Neste período, a conta de luz com valor mais alto. Na Cemig, o horário é das 17h às 20h.

Nos finais de semana, o valor cobrado é sempre referente ao período Fora de Ponta (mais barato) e as faixas variam de acordo com cada distribuidora.

Como aderir? 

Para aderir à tarifa branca, é preciso solicitar à companhia de energia elétrica a troca do medidor de energia por telefone ou posto de atendimento. A empresa tem o período de 30 dias para realizar a instalação na sua empresa, sem cobrar nada. Mas é importante lembrar: para ter a sua conta de energia reduzida, é preciso evitar o consumo no horário de maior demanda que, como já falamos aqui, é das 17h30 às 21h30. 

Quando aderir à essa modalidade, não se esqueça: se consumir energia dentro do horário de pico, pode pagar ainda mais caro, pois o valor é mais alto que o da tarifa convencional.

Quem pode aderir à tarifa branca?

Inicialmente, ela era destinada para quem consome mais de 500 kWh/mês, no início do ano passado, passou para 250 kWh/mês e, nessa nova fase, todas as demais unidade consumidoras, exceto beneficiados com a tarifa social e da classe iluminação pública. Segunda a Aneel, mais de 40 milhões de casas e comércios estão apostando nessa modalidade.  

Coloque na balança! É vantajoso para sua empresa?

O primeiro passo antes de aderir à tarifa branca, é saber se ela realmente é uma boa opção para sua empresa. Faça simulações e conheça bem o seu perfil de consumo. Faça a comparação com os períodos de ponta e intermediário pela distribuidora. Ah! Vale dar uma analisada também no seu histórico de consumo. 

Analise os horários de funcionamento da sua empresa. Por exemplo: se você abre o seu estabelecimento às 7h e fecha às 17h, talvez seja vantajoso para você. Mas lembre-se, os vilões de consumo devem ser evitados nos horários de pico: como freezer, geladeira e ar-condicionado. Então, se você não puder abrir mão desses equipamentos, é melhor não optar pela tarifa branca.

Horários de ponta das principais distribuidoras de energia

Cemig (MG): 17h às 19h59
Enel (SP): 17h30 às 20h29
Light (RJ): 17h30 às 20h29
CEB (DF): 18h às 20h59
CPFL (SP, PR,RS, MG): 18h às 20h59
CEEE (RS): 18h às 20h59
Celesc (SC): 18h às 20h59
Coelba (BA): 18h às 20h59
Copel (PR): 18h às 20h59

A tarifa branca ainda não é uma boa opção para sua empresa? Saiba como economizar nos horários de pico.

Agora que você já sabe quais os horários em que a energia é mais barata e mais cara, a gente tem algumas dicas para você economizar no dia a dia da sua empresa, sem precisar aderir à tarifa branca, caso ela não seja uma boa opção para o seu negócio.

Leia as etiquetas dos equipamentos elétricos

Se você começar a consultar as etiquetas atrás dos aparelhos que você utiliza e multiplicar a potência pelas horas de uso/mês, ficará bem mais fácil ter uma noção do seu padrão de consumo. A potência geralmente também é informada no manual do fabricante.

Aproveite as informações que você leu acima sobre os horários e tente evitá-los. Se você utiliza muitos aparelhos de refrigeração, por exemplo, faça um teste: ligue-os fora destes horários, antes ou depois.

Invista em equipamentos eficientes

Sabe aqueles equipamentos antigos, que nem são mais fabricados? Pois é, eles podem ser vilões e um susto muito grande na hora de conferir sua conta de luz no fim do mês. Por isso, a dica é investir em equipamentos mais novos, de preferência que possuam o selo da Procel – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica.

A troca dos equipamentos antigos por novos, pode ser um investimento um pouco alto a princípio, mas, por outro lado, a longo prazo compensará a economia. Essa renovação pode incluir todos os equipamentos, desde os que movem o seu negócio, até o ar-condicionado, ventiladores, luminárias etc.

Pense em energia renovável

Uma das alternativas mais promissoras e que está na mente de muitos empresários, é a energia solar. Por ser um país tropical e por demandar muita energia, o Brasil possui tendências fortes para esse tipo de geração energética. 

Por estar próximo a Linha do Equador, o nosso país apresenta um índice médio de incidência solar muito superior. Ou seja, é uma ótima oportunidade apostar nessa ideia agora mesmo!

Por isso, empresas de todos os setores já pensam nessa fonte de energia que, além de sustentável, é econômica, não causa impactos ambientais e, hoje em dia, possui diversas alternativas de fácil acesso.

E para continuar lendo conteúdos como este e muito mais, acesse o blog da Alsol. Lá você encontra tudo sobre o mercado de energia solar, notícias e muitas dicas. Acompanhe tudo!